DORALICE GONÇALVES LEITE

DORALICE GONÇALVES LEITE é filha de imigrantes portugueses radicados em Juiz de Fora, nasceu em Juiz de Fora (MG), cidade na qual reside ainda hoje. Iniciou suas atividades de trabalho aos 14 anos no Instituto Granbery. Lá exerceu atividades até 19 anos de idade, quando, já na Universidade Federal, iniciou seu magistério no ensino fundamental. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Lecionou Língua Portuguesa, Literatura e Língua Inglesa em vários colégios públicos e particulares. É professora estadual aposentada e dedica-se a escrever trovas e poemas. Participa como trovadora na UBT (Juiz de Fora) desde o ano de 2000, de onde recebeu troféus e certificados. Colaborou com a obra Brasil – 500 anos (com o poema 500 anos tropicais – Centro de Estudos Literários Creuza Cavalcanti França); Universos Divergentes (livraria Editar – Editora UBT, Juiz de Fora, trovas líricas); participou também das1ª e 2ª Coletâneas Múltiplas Palavras (UBT Juiz de Fora – MG).
Há quem diga que a cultura
fonte de fino prazer,
é como semente pura
na seara do saber!

No teu corpo é que eu descanso
após espinhosa lida;
és sossego no remanso
de uma existência sofrida...

A fé que temos em Deus,
resulta em grande vitória;
somente Deus guarda os seus,
e os conduz à sua glória...

Mostras um riso mesquinho
em teu rosto encantador;
és como um resto de vinho
que azedou o nosso amor!

Às vezes, o coração,
feito a terra ressequida,
nos mostra, ao molhar seu chão,
que pingos de amor dão vida...

Brisa que em tudo se espalha,
és a carícia que acalma,
quando a vida me retalha
e traz secura à minh’alma...

Eu joguei fora o rascunho
da carta que te escrevi:
lembranças de próprio punho
que, de repente, esqueci.

Seguindo meu coração,
fiz da jornada uma lida,
e, na inteira solidão,
achei pedaços de vida...

Busco sempre em teu olhar
a chama de uma paixão,
que em cinzas vai transformar
meus gravetos de ilusão...

Sei que do mar, cada onda,
ao chegar serena e mansa,
na branca areia, ela sonda
sonhos de verde esperança.

Buscando incerta ilusão
de amor, tão pouco vivido,
pensa o tolo coração
que achou o sonho perdido...

DORALICE GONÇALVES LEITE